Uma torrefação na serra, com o pé na roça
A Bruma nasceu em 2019 de um encontro improvável: uma mestre de torra que queria frio e um agrônomo que não largava o pé de café.
Começou com uma mudança de mala e tambor
Em 2019, Helena Prado desceu de São Paulo com um tambor de torra de 5 quilos no porta-malas e uma teimosia: provar que o frio da serra faz diferença na xícara. Alugou um galpão pequeno, pendurou um termômetro na porta e começou a torrar pra vizinhança.
Tomás Ribeiro chegou pelo outro lado — agrônomo, rodava as lavouras de Minas e do Espírito Santo ajudando produtor a colher melhor. Trouxe pra Bruma o que faltava: as amizades da roça. É ele quem sobe a montanha, prova a colheita no terreiro e escolhe as sacas que valem a viagem.
Hoje a dupla segue do mesmo jeito: Tomás encontra o grão, Helena encontra o ponto. Entre um e outro, um combinado que virou regra da casa — pagar bem quem planta e nunca vender café velho.
Duas cabeças, um combinado
Fundadora. Passou dez anos atrás de um balcão de espresso antes de assumir o tambor. É dela o perfil de torra de cada café — e a mania de provar tudo três vezes antes de aprovar um lote.
Cuida da porteira pra fora: visita as lavouras, acompanha a colheita e negocia direto com quem planta. Se um café da Bruma tem nome de fazenda, é porque o Tomás pisou naquele chão.
O café tem endereço
Compramos direto de quem planta, safra após safra, pagando pelo capricho — não pela cotação do dia. Estes são os parceiros de longa data:
Parceira desde a primeira safra. É de lá o coração do Bruma 1200 e do Catuaí Amarelo — cafés doces, redondos, de todo dia.
Lavoura de família a 1.400 metros. Manda o Mantiqueira Natural e os lotes que viram a nossa Geisha Reserva.
Sol firme e colheita precisa. De lá vêm o Vulcão, o Bourbon Vermelho e o nosso descafeinado de rapadura, o Decaf Suave.
Da montanha à xícara
Quatro etapas, nenhum atalho. É assim que todo café da Bruma nasce:
Café de altitude amadurece devagar — e concentra açúcar. Buscamos lavouras entre 1.000 e 1.400 metros, onde a colheita é feita à mão, no ponto.
Tomás prova a colheita no terreiro com o produtor. Só sobe a serra a saca que a gente assinaria embaixo — o resto nem entra no caminhão.
Lotes pequenos no tambor, um perfil pra cada café. O ar gelado da serra esfria o grão em minutos e trava o ponto exato — nada passa do doce.
Helena prova cada lote em três xícaras antes de liberar. Passou, é embalado no dia com a data da torra no rótulo. Não passou, não vira Bruma.
Prova pra ver se é verdade
Tudo isso cabe num pacote de 250g. Escolhe um café na loja e tira a prova.